O fim da década e início do fim dos tempos

Parece sombrio o título deste post e é perfeito para publicação de um livro. Quem sabe isso não se torne realidade depois desta publicação? Mas o fato é que o conteúdo sobre este título é bem real e temos que falar sobre o assunto.

A cada ano que passa a humanidade tem maior facilidade de das passos largos em direção ao futuro, porém, ela também tem sentido cada vez mais dificuldade de viver. E a questão que fica é: o que é mais importante, evoluir ou viver?

Leia este post do início ao fim com calma e com a mente aberta para entender a complexidade do assunto e a seriedade do tema. E nem se preocupe que aqui não vai ser falado de política e nem religião a fim de mudar a sua postura em relação a estes temas. Será somente um chamado à discussão do nosso futuro daqui para a frente.


Fins de décadas sempre trazem grandes marcos em todos os setores.

Na música, como sempre escrevi neste blog, muitos artistas grandes foram lançados em fins de décadas. Madonna foi lançada no início dos anos 80, mas se tornou um dos nomes mais poderosos da música no fim da década. Britney Spears, Christina Aguilera, Beyoncé e os cantores mais pop dos anos 90 também surgiram no fim da década. A geração da Lady Gaga, Justin Bieber, entre outros surgiram em fim de década.

Na tecnologia, o Windows foi criado nessa interseção de décadas, nos anos 80 e 90. Projetos de redes sociais foram criados em fim de décadas para serem lançados para a geração seguinte. O Orkut foi lançado no início dos anos 2000, assim como o Facebook, mas que só veio se popularizar no fim desta década. O Instagram foi criado no fim da década dos anos 2000, se preparando para a década de 2010 até chegar neste período atual.  Culturas tecnologias e uma porrada de aparelhos foram lançados em fim de década, como o surgimento de aplicativos e popularização dos smartphone com touchscreen na tela inteira. E por aí vai...

A indústria se aproveita deste período de interseção de décadas por que uma década marca uma geração. E isso é algo muito comercial. E não é esta estratégia de marketing que devemos criticar, por que ela só faz o papel dela que é mover a comercialização de produtos, mas devemos bater de frente mesmo é com a nossa realidade frente às mudanças de comportamento e de cultura de uma geração para outra.

Nem tudo são só espinhos...

Há anos atrás as pessoas praticamente não tinham serventia mais para o mundo quando chegavam a certa idade. Elas se aposentavam, ficavam ali paradas em casa, iam viver suas vidas e fim, morriam com quase uma década vivida praticamente sem propósito, já que a vida deles haviam passado. Mas hoje as coisas são diferentes. Os idosos das gerações dos anos 80 tem um novo fôlego de vida com as tecnologias inclusivas. Eles estão na internet e podem viver e interagir no universo online como qualquer outra geração. Isso foi um feito bom frente às mudanças de comportamento e de cultura de uma geração para outra.

Muitas tecnologias vieram sim para facilitar a vida do homem e auxiliar em diversos setores e em praticamente quase todos os campos da nossa vida. E não é somente de hoje que ela nos serve de alguma forma, mas em toda a história ela se fez presente e contribuiu positivamente nestes passos largos que damos a caminho do futuro. De forma alguma devemos desmerecê-las, mas precisamos entender que temos em nossas mãos uma faca de dois gumes.

Nem tudo são só flores...

O início do fim dos tempos começa exatamente a partir daqui: deste fim de década. Isso por que as tecnologias avançaram muito de 2010 para cá, mais especificamente nos últimos 3 anos. E devemos nos preocupar de já com o futuro pela frente, como por exemplo:

Realidade Aumentada

O homem idealizou a realidade aumentada no mínimo há uns 40 anos atrás, mas só agora podemos experimentar isto de fato. E a verdade é que estamos gostando. Não por que ela seja útil, mas por que a forma como nos foi apresentada, fez com que a gente gostasse. A princípio só com o ímpeto de entretenimento, como por exemplo: filtros de imagens no Snapchat e Instagram ou jogos como Pokemon GO entre outros. 

A realidade aumentada nada mais é do que aqueles recursos tecnológicos que promove uma interação entre informações virtuais e mundo real.

Este tipo de tecnologia virá na próxima década com muito mais intensidade. Mas ao passo que algo é criado para um bem, pessoas mal intencionadas podem utilizá-las de alguma forma também para o mal. Não vamos especular exemplos aqui por que não é o intuito deste post tentar barrar o avanço da tecnologia, mas sim para provocar um questionamento de como será daqui para frente.

A realidade aumentada fará cada vez mais parte da vida do homem nesta nova década, assim como a sua irmã de primeiro grau:

Realidade Virtual

Bem parecida com a realidade aumentada, a realidade virtual vem para trazer a mesma interação do que existe de fato com o que foi criado em computador, só que aqui nós temos uma interface capaz de enganar os sentidos de um usuário por meio de um ambiente virtual, criado a partir de um sistema computacional. Ao induzir efeitos visuais, sonoros e até táteis, a realidade virtual permite a imersão completa em um ambiente simulado, com ou sem interação do usuário.

O que se aplica a realidade virtal? Fotos 360 graus como o Maps do Google que nos permite ver como é cada lugar do mundo como se estivéssemos lá, hologramas, videoconferências em ambiente virtal e muita coisa nova que vem por aí a partir deste mesmo objetivo, nos colocar em um universo virtual como se estivéssemos de fato dentro dele. 

Um exemplo fidedigno do que pode ser o futuro do homem em relação a realidade virtual é o filme O Jogador Nº 1, que coloca as pessoas deitadas num local real, conectadas a uma máquina que permite que elas estejam vivendo e interagindo com outras pessoas em um ambiente completamente virtual. Lugar onde elas podem ser quem elas quiserem, passar quanto tempo for necessário e talvez somente sair de lá para manter suas necessidades físicas vitais.

No fim desta década, podemos ver um avanço desta tecnologia ao poder sair das ruas do Maps do Google e entrar em ambientes comerciais. Se em 3 anos para cá conseguimos avançar muito em relação ao Maps de 2012 por exemplo, por que não podemos supor que na ainda no fim desta década já poderemos viver e sentir de verdade o universo virtual retratado no filme Jogador Nº1?

Muitos malefícios a cerca desta nova tendência para a próxima década podem surgir ao homem e criar um possível fim dos tempos. Como por exemplo, a degradação do planeta real em detrimento do universo virtual. Sem contar com a dependência e custos vitais que isso podem trazer a todos nós.

Abrindo parênteses (

Hoje temos o Google Maps gratuitamente e ele nos serve com muita utilidade social. Podemos pesquisar o status de um estabelecimento comercial se está aberto ou fechado, qual o telefone de contato, interagir com outras pessoas que foram naquele local, avaliar se é seguro, bom, ruim, entre outros, além de poder ver em 360 graus imagens de como ele é. Agora imagine comigo: você está habituado a utilizar esta ferramenta da internet gratuitamente e ela te ajuda em muitos aspectos. E se de repente o Google passa a cobrar pelo serviço? Você pode até relutar, mas logo cederá a ser assinante deste serviço por conta da dependência branca, digamos assim. E não somente o Google Maps, mas diversos outros serviços poderão caminhar por este rumo.

O próprio YouTube mesmo já cobra por mostrar vídeos sem anúncios. Um dia ele exibia somente um comercial no início do vídeo, hoje ele chega até 10 anúncios, dependendo da quantidade de tempo daquele vídeo. E nos vídeos mais acessados, chega a ter 03 anúncios seguidos no mesmo trecho. Isso chega a ser desconfortável para o usuário que um dia acessou o site sem anúncios, assim como aquele que não gosta de publicidades igual na TV. Tudo isso coloca a pessoa a assinar o serviço.

) fechando parênteses!

Se você perceber, aquilo que é entregue a massa sempre são apresentados como úteis, em seguida são entregues a nós como entretenimento para nós gostarmos, aceitarmos e nos dependermos dela, mas logo depois elas se voltam contra nós. Foi assim com as armas nucleares na década de 70. A princípio foram apresentadas como uma garantia de defesa da nação e por que não do planeta, caso viesse um asteroide em direção a nós? O homem gostou, aprovou e boom, Hiroshima e Nagasaki foram para os ares. As mesmas armas nucleares que foram criadas para defesa, se voltou para ataque e muitas nações criaram as suas com o mesmo intuito.

As tecnologias tenderão a caminhar para este lado daqui para frente. Talvez nesta próxima década ainda não veja o fim dos tempos, mas conseguimos perceber o início do fim a partir dela. Por exemplo...

DeepFake

Quem já viu os vídeos do Bruno Sartori aqui no Brasil riu demais da realidade aumentada criada por ele através do recurso deepfake, que nada mais é do que criar uma imagem falsa em um vídeo que pareça muito real. Ele usa sua criatividade e conhecimento para gerar humor com a mudança de rostos da pessoas criando um novo contexto em vídeos muitas vezes famosos.

Assim como ele cria este tais vídeos para o humor, um dia pessoas com o mesmo conhecimento e criatividade poderão criar vídeos similares para fazer perversidades e por que não, crimes? Os vídeos do próprio Bruno Sartori criticam de forma humorada o atual presidente do Brasil e o seu governo. Quem ri dos vídeos é por que concordam com o posicionamento do artista (porque sim, a oitava arte é a da realidade virtual ou aumentada), mas e se a gente não concorda com o posicionamento do Bruno Sartori ou de outros artistas? Isso acaba gerando revolta e por que não atentados terroristas, como foi o que aconteceu recentemente com a sede do ácido canal de humor Porta dos Fundos.

As deepfakes podem ir muito além também do manipular rostos das pessoas que existem como criar rostos de pessoas que nunca existiram. Agora imagine mesclar isso com um vídeo surreal, o que podemos dizer? Como descobrir o que é realidade ou virtual? O surgimento destes fantasmas virtuais podem ser muito prejudiciais na próxima década, como por exemplo, perfis falsos nas redes sociais que dissimulam ódio ou que se aproveitam para enganar pessoas em busca de realizar desejos pessoas e uma série de crimes podem surgir a partir daí.

Em países de primeiro mundo, as deepfakes já tomam grandes proporções, como foi o caso do vídeo de um político falar mal de outro e vice versa durante eleições. Ou mesmo um vídeo do Obama falando mal do Trump e por aí vai. Isso gera muitas controvérsias e claro, influencia na opinião de muitos, principalmente daqueles que não se deram conta do grau de seriedade que tem este recurso tecnológico da realidade aumentada. 

Assim como as fake news tomaram grande proporções no fim desta década, na próxima isso será muito mais frequente. Bem como a inserção mais precisa destas deepfakes. As próximas eleições que nos aguarde... 

Viveremos os próximos anos sempre em confusão com o que é real e o que é falso na internet. E Deus nos livre de entrarmos em colapso global por conta de choque de conflitos sem racionalidades. E por falar em Deus... As deepfakes podem até chegar num âmbito mais global de atrapalhar o curso da própria história do homem como perverter a criação de Deus, o retorno de Jesus Cristo, criar vídeos falsos de cometas a caminho da terra, descobrimento de seres extraterrestres que buscam dominar nosso planeta e outras coisas criadas a partir de mentes insanas que utilizarão as tecnologias existentes e que virão na próxima década. Ou seja, se de fato uma destas coisas realmente acontecer, o mais provável é que nós desacreditemos e perdemos o equilíbrio da raça humana.

Há uma teoria que o planeta Nibiru esteja vindo aí para se chocar contra a Terra e tals. Se de fato, os Maias, Incas ou sei lá mais quem previu isso de fato estiver certo, quem serão os meios de comunicação de massa ao tentar anunciar uma catástrofe global se vivemos num mundo onde a internet manipula as pessoas com vídeos falsos criados por deepfakes e por fake news?

O fim desta década marca ou não o início do fim dos tempos?

O futuro daqui pra frente é muito incerto no que se refere a que universo viveremos, se será em um mundo degradado em detrimento de um mundo virtual como no filme O Jogador Nº 1, num universo apocalíptico como no filme Elysium, ou caótico como o filme Onde Está Segunda-Feira ou se em cada década futura, todas estas realidades.

A partir de todo o exposto, você pode até dizer ou pensar: "Ah, duvido muito que essas coisas aconteçam". E é exatamente neste ponto que eu lhe convido a voltar no tempo e analisar o passado para entender que o futuro pode ser mais real do que se imagina.

A geração dos anos 80 acreditava que nos anos 2010 os carros já estariam voando, robôs trabalhariam em serviços domésticos para a gente, já teriam viagens espaciais para a lua, por exemplo ou já teríamos descoberto vida em outros planetas e sim, ter mantido comunicação com os tais seres. Algumas destas coisas aconteceu em 2010? A resposta é óbvio que não! Não literalmente...

Se analisarmos ponto-a-ponto cada um dos itens, talvez possamos até concluir por outra ótica que sim, a humanidade conquistou todos os pontos que a geração dos anos 80 acreditavam. Os carros voam, mas não por que saem do chão e sim, por que surgiram máquina muito potentes e rápidas. Os robôs trabalham para gente, mas indiretamente, como uma geladeira que quase fala ou uma casa que aciona vários comandos automaticamente quando o dono acende a luz da sala. As viagens espaciais se dão através das sondas que são enviadas pro espaço e nos trazem cada vez mais novidades a cerca do nosso universo. Então, de alguma forma, aquilo que se acreditara foi conquistada de alguma forma. O homem continuou a dar tais passos para conquistar aquilo que acredita.

Por mais louco que pareça ser as previsões para esta nova década. Há sim, uma possibilidade de que de alguma forma, em alguma ótica elas se realizem, sim, mas talvez nem seja tão catastrófica para as nossas vidas quanto imaginamos. O que não livra nossas gerações de viver tais cenários apocalípticos.

Quem é mais velho lembra que na virada do milênio de 1999 para 2000 muitas pessoas temeram que o fim do mundo chegasse para elas e no final das contas, nada aconteceu de catastrófico para o planeta. A virada do século XX para XXI também amedrontou muita gente e nada aconteceu. Não a curto prazo... Então, só nos resta confiar que as coisas andem mais ou menos bem para nós na próxima década, mesmo diante de todo o exposto.

Neste momento só nos resta manter a calma e fazer uma coisa que a humanidade sempre fez em sua história: seguir em frente usando os recursos que possui com a inteligência que adquiriu em prol de um bem comum, a sobrevivência.
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