Madonna de rainha do pop a plebeia na música

Durante muitos anos Madonna foi considerada A Rainha do Pop. Para muitos, ela foi tida também como rainha da música, por dominar o cenário com seus clipes musicais, vendas de discos e estar sempre no topo nas turnês mundiais ao longo dos últimos 30 anos, sempre dando o que falar e inspirando centenas de novos artistas. Mas há alguns anos atrás este título tem sido disputado e exigido por fanbases que desejam conquistar a coroa e entregar a suas divas preferidas, então hoje fica a questão, Madonna ainda é a soberana rainha do pop?


Desde o início de sua carreira, Madonna chama atenção por sua música, clipes, apresentações, atitudes, militâncias e pela crescente arte ao longos do tempo. Foi por conta dos destaques e relevâncias que indiscutivelmente ela foi aclamada pela mídia durante anos como Rainha do pop e assim seu reinado se manteve inabalável durante anos sob o domínio de hinos como Like A Virgin, Material Girl, Like a Prayer, Vogue e Erotica. Porém, após um momento mais em baixa, quando Madonna lançou o álbum BedTime Stories (1994) e seguido da era Evita (1996), o mundo pensou que a cantora tinha encaretado, então acreditou-se que surgiu uma oportunidade de outra ocupar o trono, foi aí que surgiram uma maré de novos artistas praticamente fabricadas nos moldes Madonna de fazer sucesso.

Em meados dos anos 2000 o pop estava em alta por que diversas novas cantoras estavam dando o melhor de si para se tornar a nova rainha do pop e uma das mais cotadas para tal era a miss american dream, Britney Spears. Porém madonna disse que só ia descansar quando estivesse morta e voltou com tudo no álbum Ray Of Light (1998) batendo recordes e mostrando ao mundo que ainda tinha muito gás para reinar por mais anos. Quando lançou o álbum Music (2000) ela só confirmou mais ainda que era a dona da porra toda.


Ao lançar o polêmico American Life (2003) é que ela se consagrou rainha da música. Só que o álbum era mais maduro do que o pop podia imaginar e ele acabou não cativando novinhos do pop daquela época, que se dispersaram para as cantoras que estavam em alta naquela época: Beyoncé, Christina Aguilera, Jennifer Lopez, Pink, Avril Lavigne... mas ainda assim nenhuma delas afrontava o reino da Madonna. 

O ano de 2003 foi muito importante para Beyoncé! Marca o início de sua carreira solo, fora da girlband Destiny's Child e o lançamento do mega sucesso Crazy In Love que afrontou nas vendas e nos hankings mundo a fora, mas Britney ainda era a mais cotada para o trono do pop. O álbum Britney (2001) trouxe um poder inabalado a Britney que se tornou imbatível com o estrondoso sucesso de Toxic. Beyoncé teria que derrubar sua principal concorrente para conseguir brigar pelo trono, já que Madonna estava em baixa, mas não aconteceu por que Madonna e Britney passaram a jogar do mesmo lado e Britney aceitou o título de Princesa do Pop.


Percebendo que as novatas já estavam se fortalecendo e que iniciava-se uma guerra pelo trono, Madonna deu sua melhor cartada para derrubar as inimigas, ela lançou o melhor álbum pop de sua carreira Confessions On a Dance Floor  (2005) seguido da mega turnê The Confessions Tour (2007) dando um salto muito mais longe e deixando as concorrentes para trás. 

Nos anos seguintes, o hip hop e músicas black tomavam conta do cenário musical e o que Madonna fez? Caminhou para esses lados e trouxe o Hard Candy (2008) na mesma levada, só que o álbum não cativou como deveria e o público se dispersou. Este foi o ano do verdadeiro início da guerra pelo trono, quando uma novata chegou e estremeceu a terra. Lady Gaga veio com tudo e exigiu entrar na batalha pelo trono, mais uma vez que Madonna esteve em baixa.

Lady Gaga foi uma explosão mundial. Em um ano, a mother monster conquistou patamares que Britney Spears e Beyoncé levaram anos para conquistar, incluindo um fandom poderosíssimo que iniciou uma guerra pelo título de rainha do pop. Sentindo-se no mesmo direito, fãs da Britney e Beyoncé não aceitaram que uma novata já chegasse dominando, então littles monsters, beyhives e b-armys iniciaram uma rebelião contra o reino da Madonna e cada um passou a servir suas divas como rainhas do pop. Foi iniciada a Primeira Guerra Mundial do POP.


A tentar retomar o poder, Madonna trouxe o MDNA (2011) como se fosse um sumo do que ela é, mas o álbum não teve tanta força, as rainhas nomeadas pelos fãs estavam cada vez mais poderosas e a principal afrontosa era Lady Gaga com o seu reino sombrio e assustador. Nos anos seguintes, a guerra só se intensificou! Beyoncé assumiu a sua coroa e instituiu um reino no sul com o álbum Beyoncé (2014) e fortaleceu-se mais ainda com o Lemonade (2016). Britney Spears reinou no norte com Femme Fatale (2011). Rihanna criou seu próprio reino nas terras centrais com Anti (2016). Katy Perry surge também com seu castelo de fantasias e reina em Prism (2013), Nicki Minaj, Shakira e Pink também exigem seus castelos.

Madonna até tentou mais uma vez com Rebel Heart (2015) mas além das fortes concorrentes, outras cantoras novatas que conseguiam excelentes resultados em números estavam grandes nesta época e seus fãs também agrediam outrem para dar um reino a suas divas. Foi aí que iniciou a Segunda Guerra Mundia do POP com o surgimento dos reinos da Taylor Swift, Demi Lovato, Ariana Grande, Miley Cyrus e Selena Gomez.


Desde Rebel Heart, Madonna parece não andar mais tão preocupada assim com o seu reinado. Já tem rainha do pop demais da conta. Então, neste novo álbum, Madame X (2019), parece que ela pretende reverter essa imagem pesada para algo mais leve. A sensação que dá é que ela está abdicando do trono para ir curtir a vida e ser feliz, deixando que o resto briguem pelo poder, pelo trono que ela sentou, deitou e rolou durante anos e anos.

A capa de Madame X traz Madonna com uma bandana na cabeça como que fosse uma plebeia. Uma mulher simples, batalhadora, humilde e com uma garra de vencer. É fato que Beyoncé está inabalável, que Lady Gaga é destruidora e que as demais da terceira guerra conseguem atrapalhar o suficiente para afastar a queen Madonna do topo, mas ainda assim, ela continua fazendo e cumprindo com suas obrigações desde o início de sua carreira. 

Madonna se preocupa com o que vai lançar, o que vai dizer, o que vai fazer de diferente do que já fez e do que ninguém mais fez. E isso é a grande diferença dela para as demais. Enquanto Madonna se ocupa em ser original, as demais investem em fazer a mesma coisa que Madonna só que de forma superior. No final das contas até conseguem, mas é aí que mora o erro: falta autenticidade e liberdade de expressão.

Madonna está praticamente uma plebeia na música, devido ao tanto que outras levaram de si tesouros da coroa real... Agora que ela é uma senhora de seus tantos anos, qual vai ser a cartada que as demais vão dar para mostrar algo diferente do que a rainha do pop está fazendo? Britney Spears já não inova há anos, tanto que Britney Jean (2011) e Glory (2016) são praticamente a mesma coisa. Beyoncé trouxe o sumo de si no álbum Beyoncé (2014) e contou história e experiências em Lemonade (2016), mas e aí, agora vai para onde? Ainda cabe a ela fazer algo bem cultural como álbum africano (Grown Woman pede um álbum exclusivo) ou um novo alter ego como o da egípcia Nefertiti, mas a teoria mais quente é que Beyoncé deve se aposentar logo. Lady Gaga por sua vez ainda é a mais cotada, com menos tempo de carreira, ainda tem muito o que fazer pela frente. Ela começou jogando do lado oposto, fazendo o que Madonna nunca fez e por isso se destacou. Agora ela pode usar o efeito Madonna de fazer sucesso que com certeza ela vai ganhar o mundo.


Apesar dos pesares, o que faz de Madonna ainda ser a rainha do pop não é mais os seus feitos ou conquistas, mas sim a relevância que ela ainda possui em principalmente provocar demais cantoras pop que tentam superá-la ano após ano.

Como Madonna está numa certa idade, as possibilidade e fontes de inspiração vão se perdendo com o tempo. De já, é possível até prever o fim do pop daqui há alguns anos após a morte de Madonna. Assim como aconteceu com Michael Jackson. Quem queria ser o novo rei do pop, mudou de direção, já que não tinha mais um reino tão glorioso assim para conquistar. Isso por que quem faz o reino é o rei e não a posição que ele ocupa. Portanto, voltando a Madonna... quem faz o reino do pop ser tão desejado não é o título em si, mas a pessoa que o possui. Madonna é incrível e inspiradora, não podemos negar. Vamos desejar que o pop não se acabe nos próximos 15 anos e que Madonna chegue a idade da Cher fazendo o mesmo ou melhor que a Deusa do POP.  Então, se tem uma coisa que podemos dizer e sempre repetir é: "Vida longa a rainha!"
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