Crítica de A Bela e A Fera com Emma Watson


Pra quem não assistiu o filme, não se preocupe que neste post não possui Spoilers. Até mesmo por que o filme não é muito inédito assim, já que é um clássico da Disney a história da linda camponesa que vira princesa por se casar com um príncipe - amaldiçoado a viver como um monstro em um castelo perdido no meio da floresta. O amor, que supera todas as coisas é o responsável por libertar o príncipe da maldição de uma feiticeira e juntos viverão felizes para sempre.

Toda essa história você já conhece, não é o conto que receberá a crítica, mas sim o filme A Bela e A Fera com a Emma Watson. A começar pela direção do filme que correu nas cenas pra mostrar tudo que fizeram no remake e mais. Isso tira um pouco a sensibilidade da narrativa do filme, ainda mais por ser uma fábula e ser Disney - que geralmente encanta por uma magia que ela faz muito bem.

Dá a impressão que o filme foi gravado em um dia apenas.


A mesma crítica fica para o roteiro. Falas explicativas, como se tivessem medo de que o público não entendesse a história (ainda mais A Bela e a Fera, um clássico) e diálogos curtos deixaram o filme bobo. Mas enfim, tinham crianças no cinema e elas precisavam entender aquilo tudo.

As atuações dos principais também deixou um pouco a desejar. A linda e perfeita Emma Watson parecia desconfortável no papel de Bela. Em alguns momentos ela parecia dura, travada - como se o figurino de camponesa estivesse amarrando ela.


A fera é bipolar: uma hora ela é monstruosa e assustadora, outra hora é boba e cômica.


Nos desenhos, Gaston é convencido por sua beleza e meio burro, mas no filme ele estava muito saliente e esperto.


Os personagens de A Bela e a Fera que salvaram o filme foram os inanimados objetos falantes do castelo da Fera. O candelabro tagarela, o relógio reclamão e a pluma carinhosa eram inspiradores, mas a chaleira e seu filho xícara roubaram a cena. Assim como a penteadeira cantora lírica e seu cachorrinho louco.


Geralmente o humor salva muitos filmes. Esta emoção é a responsável por cativar e conquistar muitas pessoas, mas em A Bela e a Fera a produção pecou pelos excessos. Tudo bem que os objetos falantes do castelo eram atrapalhados e tal, mas as piadas da Fera amargavam. O príncipe estava aprisionado há anos no corpo de um leão, com pés de urso, chifres de boi e tals, perdendo as esperanças de ser salvo da maldição e ainda tem clima pra humor besterol? Mesmo tendo conhecido e se apaixonado pela Bela, não coube muitas cenas ao filme: como a hora que a fera mostra os dentes num sorriso.

Muitos dirão que o musical foi a pior parte do filme A Bela e a Fera com a Emma Watson. Talvez no filme dublado, por que a letra da música tem que ser o mais fiel possível da original, fazer sentido e ainda rimar. As vezes esse processo deixa a música boba, mas no filme legendado, o coral e os cantores foram impecáveis. O filme conseguia contar melhor a história nas performances musicais do que propriamente na narrativa dos personagens.


Mas o trunfo maior do filme A Bela e a Fera foi a produção audiovisual, efeitos especiais e fotografia. O filme é riquíssimo de cenários bonitos e bem feitos pela tecnologia que temos hoje. A Fera em si, bem como os objetos vivos foram os melhores e mais reais que já tivemos até aqui. Assim como o castelo da Fera, vila dos camponeses e floresta de lobos. Tudo perfeito!

A crítica de A Bela e Fera, no resumo da obra, fica sendo um filme pra crianças que a Disney lançou para arrecadar um dinheirinho e pagar as contas no fim do mês. Não que o filme seja ruim, pelo contrário, o filme é bom, mas você facilmente perde a atenção dele com qualquer outra coisa e nem por isso deixa de entender, por que é óbvio em quase todos os momentos.

Nota: 7,0

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