Por dentro de Take Me To Church do Hozier


Estava com tempo que não ouvia uma canção tão tocante quanto "Take Me To Church" do Hozier. E olha que eu vi todo o alvoroço de blogs de música pop e pessoas nas redes sociais falando sobre o cantor irlandês, mas nunca me interessei de ouvir a canção. Afinal, não curto muitas modinhas. Mas essa canção é diferente. Não entendo porque fora jogada ao vento pop?

A primeira vez que ouvi "Take Me To Church" foi quando Hozier cantou no desfile da Victoria's Secret Fashion Show.


Não sei porque a música me tocou, como se tivesse uma lembrança de épocas antigas, mas eu acabei deixando passar. A afeição pela canção voltou na hora que vi a performance do Hozier no Grammy 2015. Novamente veio aquela sensação muito boa ao ouvir "Take Me To Church".

A performance dele foi tão séria, profunda, segura, principalmente aos meus lhos que nunca tinham visto o cantor performar nada. A performance ficou ainda mai intensa com a participação de Annie Lennox, que se jogou e completou a apresentação na premiação americana.


Após a performance do Hozier no Grammy eu decidi ir atrás de ouvir novamente a música e acabei encontrando o seu EP "Take Me To Church" e lá estava a canção. Mais uma vez, estava apaixonado pela voz do cantor, que parecia um grito de socorro, um pedido de súplica por algo que realmente ele ama e pela batida da canção que deixava meu coração apertado em cada estrofe.

Procurei a letra da música para tentar entender qual era o contexto desta canção que tem como título traduzido por "Leve-me a igreja". Seria uma música gospel americana? Seria gótica? Uma canção de amor? Até que vi a tradução de "Take Me To Church" e ela era em partes o que eu imaginava: uma canção de amor que utiliza frases góticas, só que num tom gospel! Tipo: "Leve-me à igreja que eu sou um p*to safad* que ama verdadeiramente".

Naquele dia, ouvi todo o EP do Holzier. Além de "Take Me To Church", ouvi a canção "Like Real People Do", que é o mesmo estilo da primeira. É uma canção fria de amor, só que com menos intensidade no vocal. "Cherry Wine" continua no mesmo frenesi fúnebre e frio, mas gostoso de ouvir. "Angel Of Small Death And The Code" um pouco mais agitada, mas também obscura.

No dia seguinte fui procurar o clipe de "Take Me To Church" e foi aí que eu entendi o porque de o nome do cantor ter sido muito comentado no mundo pop... Tinha dois homens se beijando e o mundo pop é gay, não adianta negar. Esta afirmação não é uma crítica, é uma constatação clara da realidade. O porque de ser não vem ao caso neste post. Mas o tema da canção tinha tudo haver com o meio onde estava fazendo sucesso.

O vídeo mostra uma história de amor que termina em uma tragédia provocada por radicais homofóbicos. Nele, um rapaz cria um ódio ao ver o relacionamento de dois rapazes que namoram na rua e vivem juntos em uma casa. Este rapaz, resolve então se revoltar do casal gay e reúne outros caras do mau e vão atrás de matar os namorados. Chegando na casa deles, o arrastam para o meio de uma floresta. Com um pressentimento ruim, o outro parceiro corre até sua casa e vê que tudo foi destruído, sai a procura de seu amor e o encontra sendo torturado e o pior acontece. Ou é o que parece ser. 

Foi interessante entender parte da construção do contexto de "Take Me To Church" e o crescimento de Hozier em tão pouco tempo. Talvez você já tenha ouvido a canção e não ter gostado, tenha gostado e não tenha sentido, ou nunca tenha ouvido e ainda assim não entender sua profundidade. Mas o que importa é saber que a canção merecia mesmo uma performance no Grammy. Ela vai muito além de uma música alternativa do pop, ela fala de um amor eterno, de sentimentos profundos e de revoltas. O clipe completa a canção e o canto completa a letra. Ela é perfeita!

Amém, amém, amém...
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