O fim do grupo Girls

Ani Monjardim, Bruna Rocha, Caroline de Almeida, Jeniffer Nascimento e Natasha Piva tiveram o sonho, o desejo de se tornar as novas popstars brasileiras e formar a mais pop girlband da atualidade. Elas conseguiram, formaram o grupo Girls. Lançadas no programa Fábrica de Estrelas e lapidadas no estúdio Midas com o genioso Rick Bonadio, o mesmo produtor do Rouge. Gravaram o CD "Girls", emplacaram os sucessos "Monkey See, Monkey Do" e "Acenda a Luz" o qual ganharam clipes muito bons, mas o grupo chegou ao fim. Daí fica a pergunta clássica: flop? Eu digo que não!


O grupo Gils surgiu num momento em que os brasileiros fãs de música pop estavam órfãos de um grupo desse estilo de música. Desde o fim do Rouge, ficou um vácuo no pop brasileiro criado pela ausência de artistas grandes que representassem. E esse foi um dos principais desafios da banda: não andar ser reconhecidas como "as novas Rouge" e cair na mesma vala que o Rouge caiu: o de banda infantil. Talvez seja por isso que o Rick Bonadio apimentou as letras das músicas do álbum "Girls". Que por sinal tem o potencial de concorrer com o pop mundial.

O álbum "Girls" tem músicas em alta qualidade, batidas perfeitas e letras com atitude. A maioria das músicas são eletrizantes, algumas com a pegada reggaetown, letras falando do mundo pop com Madonna, Lady Gaga, Gisele Bündchen, e outras arriscando versos em inglês. "Monkey See, Monkey Do", "Shake Shake", "Ramon",  "Acenda a Luz" e "Guerreiras" são as melhores músicas do álbum, mas "Girls" mantém um padrão de qualidade alta do início ao fim.

O álbum não deve ser considerado flop. Ele possui a fórmula mágica de se tornar hit. Mas o problema é mais em baixo.

Quanto aos clipes, o grupo Girls também foi impecável. O vídeo de "Monkey See, Monkey Do" tem uma pegada americana, com sequências de imagens bem editadas e cenários bem construidos. Assim como foi o clipe de "Acenda a Luz" que segue o mesmo estilo de vídeos de cantora americanas. Ou seja, o padrão de diva pop. Mas o problema é mais em baixo.

Nas performances ao vivo elas mostraram que tinham presença de palco e muita energia para provar que o pop não estava somente no trabalho de produção do Rick Bonadio, mas que pulsava em suas veias. Tudo bem que uma ou outra atrasava o passo, ou errava mesmo, mas isso acontece hoje em dia com a Britney Spears e ainda assim ela é a princesa do pop.

E elas cumpriram bem com a sua turnê televisiva, passando pelos maiores programas da atualidade e encontrando os reis da TV, como o tio Silvio Santos, que brincou ao menosprezar o sucesso das moças dizendo "Ninguém conhece vocês". Mas ele pode! Ele é ele! E ele não foi o problema do fim da banda. O problema é mais em baixo.


Ani Monjardim, Bruna Rocha, Caroline de Almeida, Jeniffer Nascimento e Natasha Piva fizeram o que puderam fazer para sustentar o projeto Girls. Elas investiram seus esforços nesse sonho, mudaram suas vidas para construir essa realização, porém tiveram de sofrer a dor do fim, o mesmo fim que sofreu o Rouge: pela falta de investidores, publicidades e também o olho gordo da Globo, por que não? Afinal: "Who is like the beast and who can fight against the beast?"

As meninas sofreram a dor de não poder sustentar um projeto grandioso só com os ganhos de shows e vendas de CD's. Como disse o Popline: "Jogaram o produto sem que o público soubesse o que era. Faltaram ações, investimentos, levar essas meninas para pocket shows em festas e baladas com concentração de formadores de opinião. Afinal, não dá para uma banda se segurar com referência única de um reality show de TV a cabo". Esse foi o problema!

O Girls teve sua história igual o seu único álbum: com qualidade, cheio de atitude, bom do início ao fim e terminando como "Guerreiras", fazendo jus a canção que diz passa uma mensagem de motivação para que elas acreditem em seus sonhos, sigam lutando e não desistam jamais. E é essa palavra que eu deixo para essas meninas:

"Não deixem que te digam não vai conseguir
Que tem que desistir que não pode seguir
Quando te disserem que você perdeu
Que não convenceu que enfim terminou

Fala bem alto a batalha eu perdi
Mas a guerra eu venci e o sonho não acabou
Eu sou guerreira e vou, vencer eu sei que vou
Seguir o meu destino seja como for"
(Trecho da música Guerreiras - Girls)
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