Madonna e as batucadeiras no clipe Batuka

Madonna segue com a divulgação pesada do álbum Madame X. O lançamento da vez é o clipe Batuka em parceria com a orquestra As Batukadeiras de Cabo Verde.

O clipe foi gravado em Portugal, na praia São Julião, litoral de Lisboa e tem a direção de Emmanuel Adjei, o mesmo que dirigiu Dark Ballet. Por isso conseguimos perceber um toque de arte no ar e uma história contada de maneira poética.


O clipe Batuka ilustra a história das mulheres negras que foram perseguidas pela coroa portuguesa e sofreram com o tráfico de escravos. Naquela época, elas tinham o hábito de tocar o batuque, um estilo de música comum em Cabo Verde. Atualmente, a orquestra As Batukadeira mantém a cultura do batuque e o som vibrante chegou até a coroa americana, que não pensou duas vezes e as convidou para fazer um super feat e um encontro de senhoras.


Além de Batuka nesta era Madame X, Madonna lançou o clipe de Medellín com o Maluma, Crave com o Swae Lee, Dark Ballet e God Control. Ao que tudo indica, Madame X lançará clipe para todas as faixas do álbum inclusive Faz Gostoso, feat com a Anitta.

Que venha um clipe massa, na favela, no Rio e que ele seja icônico como foi Don't Really Care About Us do Michael Jackson em Salvador.

Fica a promessa aqui de que se o clipe for bom, paro de chamar a Anitta de Imitta!

Primeiro trailer de Cats assusta internet

Um dos mais famosos musicais da Broadway chega às telas do cinema. Cats será lançado nas telonas com a direção de Tom Hooper (o mesmo de Les Miserables) e um elenco de tirar o fôlego, porém o que foi mesmo de tirar o fôlego foi o primeiro trailer do Cats Movie, que simplesmente assustou a todos na internet.


Um dos motivos que mais chocaram a internet foi o visual dos gatos, que tem corpos humanizados. De fato é meio estranho ver gatos andando com duas patas, mas fazer o que, se estão mantendo o padrão do show que assistimos na Broadway?

Muitos criticaram a narrativa do trailer e outros a produção mesmo do filme, que mostra que um tamanho desproporcional dos gatos em relação ao mundo em si.

Dá uma olhada como está estranho! E a Juhd, minha gente, como ficou feia! Uma gata borralheira, toda melada e assanhada! Gostei não...


No elenco temos a espetacular Jennifer Hudson, o fabuloso Ian McEllen, os atores Rebel Wilson, Idris Elba,  os cantores Taylor Swift e Jason Derulo.

Racismo e preconceito sobre a Pequena Sereia negra

Sei que esse assunto já foi debatido muitas vezes na internet sobre a decisão da Disney em lançar o live action da Pequena Sereia com uma atriz negra, mas precisamos analisar um pouco melhor toda essa história. 

Se você for uma pessoa sensível, melhor nem ler esta publicação por que aqui vai ter muita opinião, mas se quiser já ser avisado, este blog é a favor da "Pequena Sereia negra" como andam chamando na internet. O que não devemos ser a favor é tornar essa mudança um fantasma para nós mesmos.

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A polêmica sobre a Pequena Sereia negra começou após a Disney ter divulgado que a atriz Halle Bailey viveria o papel da Ariel no live action. Muitos começaram a criticar a decisão por que o clássico da Disney sempre mostrou uma sereia branca e de cabelos vermelhos e agora chegou radicalizando total colocando uma "atriz negra com cabelos crespos". Mas peraí, ainda nem saiu o first look de The Little Mermaid, como podem já dizer que a Ariel será assim?

Preconceito

A questão toda começa com uma palavra: preconceito! Você sabe o que significa essa palavra? Provavelmente a maioria que não quer que a Pequena Sereia seja vivido nos cinemas pela atriz Halle Bailey acredita que preconceito seja somente uma ação redutiva contra gays e negros e na verdade não é. Preconceito está relacionado a um conceito prévio muitas vezes errôneo sobre algo. Um pensamento que é criado a partir de vivências pessoais, educação, cultura ou orientação religiosa e que pode ser ofensivo e nocivo.

O grande problema dessa história toda foi o preconceito criado em cima da escolha de colocar uma atriz negra para ser a protagonista no live action da Pequena Sereia. Muitos desmereceram o potencial da moça como atriz e da espetacular equipe contratada pelos Estúdios Disney por conta somente do tom de pele e cor do cabelo da Halle.

Racismo

Muitos afirmam que quem não aceita a atriz negra como Pequena Sereia é racista. E não podemos negar que muitos tem mesmo este tipo de preconceito nocivo. São pessoas que não aceitam o fato das minorias ganharem espaço de visibilidade e receberem seu devido reconhecimento ao trabalho que a maioria das vezes é bem melhor executado que a classe dominante.

Não estamos aqui para falar destas pessoas e seus comentários destrutivos, por que elas nem merecem vez ou voz, mas vamos focar naqueles que foram talvez injustiçados por expressarem suas opiniões por não terem gostado da escolha da Disney.

Racismo Velado

Muitos que foram criticados por não aceitarem Halle Bailey como a Pequena Sereia foram considerados como racistas sendo acusados por suas opiniões contrárias.

Racismo velado quer dizer: uma forma discreta de demonstrar o racismo. É como se colocassem uma maquiagem no racismo para não parecer ofensivo mas já sendo.

Talvez este post seja acusado da mesma forma por tentar esclarecer e/ou defender parte da opinião desse grupo. Mas vamos afunilar mais ainda esse grupo e retirar o perfil que queremos: aquele que de fato foi injustiçado por expressar sua opinião.

Sabemos que existe o lado ofensivo e destrutivo do racismo velado. Se não duvidar, ele é o mais nocivo de todos, por que pode existir até onde nem sequer está falando sobre negros ou coisa do tipo. Como por exemplo a quase extinta expressão "de boa aparência" que vinham nos anúncios de emprego. Isso queria dizer que estavam a procura de uma pessoa branca, bonita, bem arrumada e com cara de rica, com bons costumes. Graças a Deus, esse termo foi revelado e foi deixando de existir aos poucos.

Antes de chegarmos aos injustiçados como racistas sem terem sido, precisamos abrir parênteses nesta história e comentar sobre uma ramificação desse assunto. No caso:

Autoracismo velado

Muito tempo depois da expressão "boa aparência" ser revelada como racista, ainda se usou do termo para integrar pessoas negras que mantinham o mesmo padrão. E por anos negros tentaram mostrar essa "boa aparência" que se exigiam nos anúncios. Negros se comportavam e tentavam manter o mesmo padrão de vida que a sociedade branca normativa. Neste caso estamos falando de igualdade? Poderíamos..., mas fica aqui uma crítica ao autoracismo velado que cada um projetou em si há alguns anos atrás e se não duvidar projeta-se até hoje:

"Para ter igualdade, não precisa ser parecido! Cada um tem a sua individualidade e personalidade para viver em um mundo regido pela subjetividade. Não existe uma linearidade de forma correta de viver, então, custa usar de sua originalidade para ser quem você é de verdade?"

Por muito tempo a desapropriação cultural foi um autoracismo velado. A crítica não fica para aqueles que nasceram, cresceram e tiveram suas vidas moldadas por uma cultura local e estes tomaram pra si a cultura em que foram inseridas, mas sim aqueles que abandonaram sua história e cultura para ser alguém que quer ser aceito pela sociedade opressora normativa se comportando como os próprios.

A cantora Beyoncé foi julgada como negra querendo ser branca no início de sua carreira, quando lançou músicas no mesmo estilo que artistas brancos da época. Não que ela devesse lançar música africana, por que nem convinha a ela! Correto mesmo era fazer o som pop americano a qual estava inserida e cresceu ouvindo, mas ela sofreu por ter se comportado como forma de autoracismo velado sem existir.

Como poderia ser negra e ser racista contra si mesma? Quase impossível de se aceitar, né? Mas acontece muito... No entanto, Beyoncé foi muito além e fez exatamente ao contrário quando percebeu que dominava o "mundo branco" criado na cabeça dos racistas brancos: ela foi dominar o mundo negro, criado na cabeça dos negros pelos negros e também pelos brancos, quando lançou o álbum Lemonade. Tal atitude poderia ser considerada como heroica e louvável, mas infelizmente permeia um pouco também poderíamos chamar de black money. Só que esse é outro assunto que vamos falar mais a seguir...

Fechando parênteses...

Precisamos entender que muitos não foram racistas ao criticar a Disney por mudar radicalmente a imagem da Pequena Sereia dos desenhos, criada e mantida há anos. De fato, muitos não estavam ali criticando por que uma pessoa negra ter sido escolhido no lugar de uma pessoa branca. Mas sim, por que estavam criando uma resistência a mudança.

Resistência

O novo, o desconhecido e o diferente sempre causam um pouco de medo e insegurança. Sempre que algo sai do padrão, do que já era tido como fixo, causa um certo tipo de estranhamento. É óbvio que existiria uma resistência em mudar! E isso foi julgada por muitos como preconceito racista e na verdade não foi. (Repetindo - estamos falando agora sobre aquela pequena parcela que criticou sem ser racista).

Essa mesma resistência existiu quando começaram a surgir imagens do live action do filme O Rei Leão. "Não é igual ao desenho!", "Não é live action porque continua sendo animação", "pipipi, pópópó" (...) Muitos criticaram da mesma forma e nem por isso existiu um racismo com a raça animal. Sabe por que? Por que o racismo como conhecido foi criado pela sociedade e é mantido por ela até hoje.

Tradição e desconstrução

O que acontece tem muito haver com a desconstrução de uma imagem criada e mantida massivamente há anos. Ou seja, que foi enraizada na cabeça do indivíduo que gerou ao longo do tempo um apego emocional. Neste caso à imagem do desenho A Pequena Sereia da Disney.

Talvez a geração que cresceu nos anos 90 seja a mais penalizada com a quebra dessa tradição e aceitar essa mudança. Se você reparar, esses jovens e adultos foram os que mais viveram eras de evolução e transformações no mundo. Quando criança ouviam discos de vinil, evoluíram para fitas cassete, CD, MP3, MP4 e agora streaming no celular. Por outro lado, essa mesma geração deveria ser a mais suscetível a mudança, por estar acostumado com esses avanços, transformações e revoluções culturais e tecnológicas.

Ao contrário das tecnologias que foram adicionando coisas novas e evoluindo recursos antigos, a imagem da Pequena Sereia foi mantida da mesma forma há anos. Esse talvez foi o grande problema no aceitar a mudança para algo que ainda nem se viu.

Até aqui não estamos falando de A ou B, se é branco ou negro, gay ou cis, mas sim a algo novo que vai ser diferente do anterior. Estamos tratando com um aspecto do preconceito que não tem haver com o racismo.

É mais fácil uma criança aceitar a nova Pequena Sereia. Isso por que ela não tem preconceito? Errado! Criança têm preconceitos e racismos, sim! Só que para ela seria mais fácil lidar com algo porque anteriormente ela não tinha nenhum parâmetro para análise e julgamento. Neste caso, não existia uma identidade visual enraizada na memória emocional dessa criança para que ela tivesse que problematizar. Até mesmo que criança nem sequer lida com essas questões mais filosóficas, científicas e poéticas que estamos tentado chegar a um ponto X aqui nesta publicação. Tais conhecimentos são adquiridos pelas crianças ao longo de sua vida e formam quem são somente numa fase mais madura.

Identidade Visual e Mercadológica

Na cabeça de uma parcela que não foi racista ao criticar nas redes sociais a decisão da Disney, o problema do preconceito com a mudança da Pequena Sereia antes branca e agora negra está ligado a construção de uma nova identidade visual e não com o fato social de alguém de pele mais escura tomar posse de poder que sempre foi de uma classe dominante e opressora.

A Pequena Sereia sempre foi branca e ruiva com a calda verde. Ainda não sabemos como vai ser a nova paleta de cores deste live action. Claro que, bem mais aproximado da realidade que da surrealidade desenvolvida para um desenho animado. Como sabemos que a Halle Bailey será a personagem Ariel, entendemos que a grande diferença nem será tanto com o tom da pele dela, mas sim no esquema de cor do cabelo e também um pouco no penteado.

A identidade visual criada pela Disney para a Ariel, a Pequena Sereia foi específico para animação da época e foi mantida assim por ter dado certo no âmbito mercadológico. Não por que tem haver com orgulho branco por ser uma sereia branca e ruiva, mas pelo fato de criar uma imagem vendável usando esquema de cores que influenciam na hora das tomadas de decisões dos clientes mundo a fora.

Talvez se tivessem divulgado que o live action da Pequena Sereia seria bem realista, deveríamos constatar que ela seria escamosa, numa cor verde lodo e olhos grandes, mas isso não seria bem vendável. É totalmente contrário do live action do filme O Rei Leão, que utiliza animais de verdade realmente como são. Então, sabemos que a escolha tem haver também com finalidades mercadológicas - confirmando o black money comentado acima.

Black Money

Assim como existe o pink money no universo LGBTQ+, há muitos anos existe o black money. Quando o racismo era mais forte e evidente nos Estados Unidos nos anos 50, brancos e negros viviam em mundos diferentes de fato e o para cada subuniverso criado em frente a face social, sempre existiu o mundo mercadológico que os envolviam. Com o passar dos anos esse impasse social foi deixando de existir e ambos os grupos foram lhe dando com as diferenças, mas o black money e toda a cultura negra de raiz nunca deixou de existir.

Assim como o próprio mercado criado por negros para negros existe, marcas que antes eram tidas como "brancas" criaram produtos e ideologias com o intuito de serem inclusivas, mas na verdade só criavam um nicho de vendas para um público específico. Ao serem descobertas e escancaradas por não militarem de fato pelos direitos igualitários, muitas marcas foram condenadas pela falsidade em busca do tão valioso black money - dinheiro dos negros.

Enquanto grupos etnos e militantes brigam por questões sociais se houve ou não racismos (velados ou escancarados), a Disney segue se aproveitando do universo mercadológico movimentado pelo black money e afins.

A escolha pela atriz Halle Bailey nada mais é do que uma estratégia de marketing da Disney. Isso por que sabemos que se a grande empresa do Mickey quisesse, conseguiria criar qualquer que fosse a história a partir somente da ideia do ser mitológico das sereias antes instaurar veladamente a polêmica da Pequena Sereia negra.

Ser Mitológico

Todos sabemos que sereias não existem na realidade. Na verdade, elas existem na mitologia e já foram ilustradas de diversas formas, em pinturas, no cinema, na televizão e etc. O único padrão entre todas é que são metades peixe, vivem na água e tem feições femininas. Nem sequer a história delas são iguais entre as produções conhecidas.

No mundo bruxo do Harry Potter existem os sereianos. Espécies de sereias que aparentemente não tem sexo, mas que mantem um padrão parecido com o ser mitológico. Existiu racismo com a criação deste ser do universo da J.K. Rowling? Não por que não era uma pessoa negra atuando, fato! Mas também não existiu preconceito sobre como seriam. Isso por que não existia um parâmetro pre-estabelecido de como deveriam ser e não foram condenados pelo resultado final pelo mesmo motivo.

Consegue perceber a diferença de preconceito e racismo? Que nem sempre onde há preconceito, há racismo? O racismo nada mais é do que um conceito errôneo e radical sobre diversos fatores no aspecto social e não físico e estético.

Ignorância

Se você parar para analisar, aqueles que criticaram a grande maioria que se expressou contra a Pequena Sereia negra e que por infelicidade e falta de conhecimento usaram a rashtag #NotMyAriel, também usaram de ignorância e preconceitos, seja de forma direta ou usando do próprio racismo velado que existe dentro de si para mostrar e provar que não existe dentro de si algo ruim sobre pessoas terem tom de pele mais escura que outras.

Muitos que se dizem não-racistas e que criticam como racistas pessoas que estão dizendo não serem racistas também, identificando fatos que provem tal racismo, estão mais que mostrando para outrem o quão atitudes racistas podem ter ao revelar o racismo velado que muitas vezes nem existe - como foi o caso identificado aqui de pessoas que criticaram o mudança para uma atriz negra por preconceito no medo da mudança e não da troca de tom de peles, envolvendo âmbitos sócio-meritocráticos.

Todos tem direito de expressão! Isso não quer dizer que posso usar deste meio para fins que corroem direitos de outrem. Mas cabe a cada um aceitar ou não a opinião alheia e não guerrear por visões contrárias.

Este post não está aqui para dizer que A está certo e B está errado, mas para justificar que nem tudo deve ser generalizado e que cada um pode seguir em frente com seus direitos e deverem sem precisar entrar em discussões desnecessárias em torno de temas que existe mais na verdade imaginária de cada um que na realidade de todos.

Opinião do autor

É muito difícil a Disney errar numa produção. Ainda mais dos seus clássicos... Havemos de confiar que o live action de A Pequena Sereia com a atriz negra Halle Bailey será um sucesso e que daqui há não sei quantos anos, quando a empresa recriar um rebut (ou não) com a clássica Ariel branca e ruiva, esse tipo de discussões tenham sido superadas.

Vamos deixar de mimimi por que nem sequer vimos a nova Pequena Sereia. Logo tudo ficará bem! 

Marcio Guerra avalia Christina Aguilera em Las Vegas

Está gravando aqui? Está gravando aqui? Hello póvus, este é o blog Fala MarVin e aqui vos trago um post sobre o canal de vídeos do Márcio Guerra Canto, mas não é um post aleatório e sim, falando exclusivamente sobre a avaliação que ele fez sobre a Christina Aguilera em Vegas, na residência The XPerience Tour. 


Para quem não conhece o Márcio Guerra, ele é um professor de canto que criou um canal no YouTube onde ele ensina aulas de canto com técnicas vocais, aquecimentos e tudo mais para quem deseja aprender a cantar. Porém ele foi ficando mais famosinho e querido pelo público quando começou a fazer reacts e avaliações de cantores famosos do mundo pop, principalmente.

As viada sem peito tudo adora ele falando das Divas pop. É tanto pedido pra avaliar Beyoncé, Lady Gaga, Lana Del Rey e todas as divas que amamos por aqui. Só que diferentemente do que imaginamos, Márcio Guerra adora muitas vozes que gostamos e nos presenteia com excelentes vídeos. Um deles foi a análise que ele fez da Christina Aguilera em Las Vegas, porém não está sendo muito bem visto pelos fãs por que o profeTuber se pronunciou muito claramente e pareceu duro e rígido, mas vamos entender bem o que ele quis dizer.

Cata o vídeo:


Não deve ser dúvida pra ninguém que Márcio Guerra adora a voz da Christina Aguilera. No próprio vídeo, ele explica a sua paixão pela diva e teve outros vídeos em que ele avalia muito bem, porém temos que entender o que ele quis dizer sobre a nossa queen.

Não usa muita técnica

Logo no início do vídeo ele diz que Christina Aguilera não usa muita técnica - o que não é uma verdade absoluta, por que sabemos que a nossa rainha não foi considerada a voz da geração à toa, e sim por cantar muito além das demais e servir de inspirações para gerações que vieram após ela. Isso graças a muita técnica, seja nas notas agudas, graves, falsetes, dançando e mantendo a mesma respiração e tudo mais. 

Apesar do comentário radical do professor, ele não deixa de estar certo. Muitas vezes Christina Aguilera deixa a emoção e o seus sentimentos aflorarem no meio da apresentação e nos traz muitas vezes novas harmonias e/ou arranjos que nos leva ao delírio. Por outro lado, podemos entender de que ela desempenha o seu dom de cantar, o que é diferente de alguém que usa técnicas.

Erro de nota

Sim, Christina Aguilera tem uma voz perfeita, mas infelizmente ela não é perfeita. Somos humanos, cometemos erros e estamos passíveis de que isso aconteça a qualquer momento em nossas vidas. Por que então que Christina não erre uma nota? 

Não vamos implicar com um fato! E muito menos, não vamos esquecer que esses erros não representam nem 5%, ou seja, 95% das vezes, Christina Aguilera manda ver.

Falhas na voz

Outro fato que não podemos negar ou reclamar são as falhas na voz da Christina Aguilera. Existem diversos fatores físicos que explicam este problema que pode acontecer com qualquer cantora, menos com a Britney, por que a versão de estúdio não erra (exceto se o CD ralar na hora do show - mas como hoje em dia é tudo online... rsrs).

Além dos fatores físicos no próprio aparelho vocal ("fonador" como ele disse), sabemos que a maratona de shows da Christina Aguilera em Las Vegas também pode trazer o cansaço na cantora e um momento ou outro isso possa acontecer, já que ela não é mais aquela que sabe o que uma garota quer. Na verdade, ela ainda sabe! Todo show ela sabe rsrs mas a referência é pra dizer que ela não é mais a novinha dos anos 2000.

Falsete

Em um dos vídeos avaliados pelo Márcio Guerra, Christina erra feio na nota e lança um falsete a la Mariah Carey. Não podemos negar que naquela apresentação foi legal, por que houve um erro, que pode ser explicado por um dos fatores já expostos anteriormente.

Exageros

Márcio Guerra diz que Christina Aguilera exagera demais! E ainda bem que ele se explicou no vídeo.  É fato que nossa queen vai além do que nossos olhos podem ver e ouvir, que somente fãs ávidos podem entender, mas que muitos outros, inclusive fãs, compreendem que tais exageros existam. Neste caso, trata-se de opinião e cada um tem a sua e acata quem quer. 

Neste vídeo Márcio Guerra não fala em tom de ofender e denegrir a imagem da cantora, mas sim, justifica a possibilidade de Christina Aguilera perder a voz em Las Vegas após maus usos e excessos em uma maratona de shows exaustivos da The Xperience Tour. Isso é fato! Pode acontecer com qualquer cantora. Em momento nenhum ele coloca algo contra a Xtina. 

Espero que possa entender que as avaliações do Márcio Guerra não foram destrutivas, muito menos foram levadas para o lado pessoal. Pelo contrário, ele avaliou somente o lado profissional dela - que é cantora, e dele, como professor de canto, e não como fã... Além de completar mais ainda o conteúdo do seu canal que é ensinar a cantar corretamente. 

Estamos combinados assim? Márcio Guerra é gente boa e tem muitas avaliações legal sobre divas do pop que vale a pena conhecer. 

As referências do clipe YoYo da Gloria Groove e IZA

O pop brasileiro estava morto há muito tempo mas agora ele parece ter ressuscitado após o lançamento do clipe YoYo da Gloria Groove feat IZA e nós não podemos deixar esse momento histórico passar despercebido.


Cheio de referências ao mundo pop, o clipe YoYo da Gloria Groove tem dado o que falar nas redes sociais. Praticamente 95% do público-alvo adorou o vídeo e a parceria com a IZA tornou o single mais poderoso ainda.

Uma das principais referências do clipe YoYo é a tão desejada continuação do clipe Telephone da Lady Gaga e Beyoncé. Aqui, Gloria Groove e IZA revivem aquela história das prisioneiras criado no vídeo da mothermonster.


A segunda referência pop no clipe é a clássica cena da tradicional família sentada na frente da TV que Katy Perry retratou muito bem no clipe Chained To The Rhythm. No clipe da Gloria Groove, ficou uma cena um tanto provocante.


A terceira principal referência do clipe está na coreografia da IZA, que faz os mesmos movimentos do clássico filme Perfect do John Travolta e da Jamie Lee Curtis, que se passa numa academia e nos presenteou com um momento memorável. É uma pena que não tivemos a Gloria Groove de hominho dançando como se fosse o John Travolta.


Ainda na mesma cena da IZA dançando no clipe, temos alguns passos na coreografia que são idênticos a outros realizados por divas americanas, como a Beyoncé no clipe Baby Boy.


Outra cena que faz parte da coreografia de outras cantoras é aquele que IZA está deitada no chão. Você consegue lembrar de onde é? Nicki Minaj em Anaconda? Rihanna em algum clipe?


No resumo da obra, YoYo é um marco do ano para o pop nacional e o clipe ficou uma belezura. Cópia ou não, inspiração ou não, referência ou não, queremos mais disto!

Sucesso, Glória Groove e IZA!

A história de Dark Ballet da Madonna

Nesta era Madame X, a rainha do pop Madonna veio com mais simbolismos que nunca. O clipe Dark Ballet é uma prova concreta disto. Um vídeo que é poético e prosaico ao mesmo tempo, envolvendo religião, gênero, diferenças étnicas, tudo o que a cantora já militou desde o início de sua carreira, só que desta vez, de forma mais artística.

Confira a seguir, a história de Dark Ballet da Madonna e o que há por trás do clipe.


Dark Ballet é o terceiro clipe lançado do álbum Madame X (2019). O primeiro foi Medellín com Maluma e o segundo foi Crave com Swae Lee. Neste, Madonna trouxe o feat não com um cantor, mas com um dançarino, Mykki Blanco, quem estrela o clipe do início ao fim.

A história do clipe de Dark Ballet é inspirada na vida e morte de Joana D'Arc, uma jovem que aos 16 anos saiu de casa para chefiar exércitos franceses contra os ingleses para recolocar o rei francês no trono, saindo vitoriosa, porém, na tentativa de salvar a cidade de Compiègne da mão dos ingleses, ela acabou sendo capturada e levada a um falso tribunal de inquisição, chefiado por um bispo que relatos informam que já estava com a missão de condená-la por bruxaria e heresia.

No vídeo, Mykki Blanco interpreta Joana D'Arc sendo perseguida e condenada por bispos e autoridades da igreja, fazendo menção a história da santa católica, mas também traça uma linha tênue sobre a história da Madonna.

Desde o início de sua carreira, Madonna é perseguida por suas excentricidades musicais, por suas visões ideológicas, militarismos por igualdades e pela relevância na indústria do pop, como já vimos num post aqui no blog sobre Madonna rainha do pop e da música.

 No clipe de Dark Ballet, ao retratar a história de Joana D'Arc, podemos perceber referências a vida e carreira de Madonna como ver o Cristo de Like a Prayer chorando, o corselete criado por Jean Paul Gaultier para a Blond Ambition Tour, relembrando momentos em que a cantora foi perseguida e condenada publicamente pela Igreja Católica no fim dos anos 80, e outras referências a Cabala, sistema filosófico-religioso judaico que Madonna crê há anos.


Dark Ballet marca o retorno de uma Madonna profunda e intensa, que não critica por criticar, mas procura ensinar e corrigir.

Dark Ballet é uma das músicas do álbum Madame X da Madonna, confira as primeiras impressões sobre o novo álbum da Madonna.

Séries de TV que eu amo


Desde que me entendo por gente amo séries. E para quem foi uma criança nos anos 90 a 2000, as séries eram muito mais comuns na televisão, já que naquela época não existia serviços de streaming como Netflix... Por isso este post vai lhe dar com o termo séries de TV, mas na lista virão demais séries que não foram para a TV mas que são preferidas. Confira!

Game Of Thrones


Indiscutivelmente Game Of Thrones é a melhor série de todos os tempos e também é a minha série preferida! Quem me conhece bem sabe que não gosto de modinhas e nem de compartilhar do mesmo gosto que a geral, mas GoT conseguiu quebrar essa barreira. Na verdade, por ser tão perfeita, a série é que chegou a massa. 

Friends


Durante muitos anos, Friends foi a melhor série de todas, na minha opinião. Ainda hoje assisto os episódios como se fosse a primeira vez. Mesmo conhecendo falas e tudo, ainda me acabo de rir das piadas e choro com os dramas dos personagens.

Sense8


A série original Netflix foi curta mas foi intensa! Por pouco ela desbanca Friends e se torna a minha terceira preferida. A trama é envolvente, os personagens são inspiradores... Tem ação, tem romance, tem drama... Tudo é perfeito em Sense8.

Oz


Talvez você não conheça essa série por que ela fez sucesso nos anos 2000 e marcou uma geração que acompanhava a realidade dos presos americanos no presídio Emerald City. Oz é uma série da HBO que passava nas madrugadas do SBT.

Jessica Jones


Outra série perfeita da Netflix é Jessica Jones e foi cancelada injustamente, deixando vários fãs da heroína desprotegidos.

LOST


Lost foi uma febre na época que foi lançada. Todo mundo queria saber o que tinha acontecido com o avião que caiu numa ilha deserta que escondia mistérios e paranormalidades. A série durou 6 temporadas mas infelizmente no meio do caminho acabou se perdendo nas explicações para seus próprios mistérios, mas nem por isso deixou de ser uma das minhas séries preferidas.

A Maldição da Residência Hill


Se você procura por séries de terror, A maldição da residência Hill não é bem a melhor delas, mas tem seus momentos de arrepiar. O mais legal da série é mesmo o drama vivido pelos personagens ao se deparar com a realidade do mundo dos mortos e assombrações de suas vidas. Os personagens são cativantes e a história é envolvente.

Glow



Sabe aquelas séries para assistir quando não tem mais nada o que assistir? Glow é um prato cheio! Isso por que ela nem é pretensiosa e nem audaciosa, mas acaba surpreendendo com o desenrolar de sua história ao passo que a gente vai conhecendo os dramas das personagens. Sorrateiramente ela te faz gostar desse grupo de mulheres doidas e quando pensa que não, a série já te conquistou!

Queer as Folk



Esta é uma série antiga que estão prometendo um comeback atualizado. Queer as Folk mostra a realidade do mundo gay em todos os seus aspectos, amoroso, sexual, social, pessoal... e definitivamente, para quem está se descobrindo, é uma série excitante.

The O.C.



The O.C. é melodramática sim e nós amamos! Um estranho no paraíso, como ficou conhecido no Brasil é uma das minhas séries preferidas, mas lamento dizer que ela só é boa até pouco tempo depois da morte da Marissa. Em seguida a série começa a se perder e enfim... mas antes disso, é bem gostoso de acompanhar a vida rica dos Cohen e como um moço simples vai se adequar a aquele mundo glamouroso.

Corretoras


Corretoras foi uma série que teve uma temporada bem curta e boa enquanto durou. No Brasil ela foi exibida pelo SBT, e lá fora fez sucesso como Hot Properties, mostrando a rotina de quatro amigas com personalidades bem diferentes vivendo no mundo dos negócios como corretoras. É uma comédia simples, mas bem engraçada.

Confira a lista Melhor de Tudo e Coisas que amo e veja mais listas como esta!

His Dark Materias é a nova aposta da HBO

Depois do estrondoso sucesso de Game Of Thrones, a HBO se prepara para lançar a nova série His Dark Materials e espera que esta produção cative o mesmo público, apesar de trazer uma gênero totalmente diferente. Vamos então saber sobre o que fala esta nova série?


His Dark Materials é uma série de TV que é inspirada em uma trilogia de livros escritos por Phillip Pullman chamados de Mundos Paralelos, Os Reinos do Norte, A Torre dos Anjos e O Telescópio de Âmbar e traz pra gente aquele fantástico mundo paralelo onde as almas dos humanos se transformam em animais de companhia chamados demônios que a gente conheceu bem no filme A Bússola de Ouro (2007). 

A série His Dark Materials segue a história de Lydia Belacqua, uma criança que viaja para o Ártico para encontrar um amigo e acaba envolvida num grande mistério relacionado com crianças desaparecidas. A viagem de Lydia culmina com uma guerra entre mundos pelo poder mítico.

A HBO ainda não divulgou quando será lançada a série His Dark Materials e nem sabemos ainda qual será o nome da série em português, mas podemos esperar que será um sucesso e estamos garantidos de que haverá segunda temporada por que já está tudo encabeçado. Agora, só nos resta sentar e esperar por essa nova aposta da HBO.


Nightmare da Halsey tem potencial

Olha quem apareceu aqui no blog: Halsey! Dessa vez não é para receber duras críticas como acabou sendo incluída em algumas listas, mas sim para ser elogiada por seu clipe Nightmare.


É notório o quanto a novinha do pop cresceu e tem amadurecido em seu trabalho. Nightmare prova bem isto, tanto na seriedade de sua mensagem, como na direção de arte e na expressão da cantora que assumiu perfeitamente o papel proposto no vídeo.

A sensação que dá ao assitir o clipe Nightmare da Halsey é que poderia ser facilmente um clipe da Rihanna, Beyoncé, Lady Gaga, Pink ou qualquer outra mega star. Isso acaba provando que a Halsey tem potencial suficiente para crescer mais e mais e quem sabe se tornar rainha.

Por falar em Pink... Em várias cenas, Halsey se parece com a rockeira P!nk no início da carreira. 

Nightmare da Halsey tem potencial até de mudar o nome do fandom da cantora! Tipo: os fãs da Halsey se chamarem de nightmares. 

Desejo sorte a cantora e que ela cresça mais e mais. Sucesso!

Crítica de Vingadores Ultimato

Já faz quase uma semana que o filme mais esperado de 2019 foi lançado e arrastou milhões de pessoas aos cinemas e arrecadou outros bilhões de dólares, batendo recordes mundiais. Sim, estamos falando do filme Vingadores: Ultimato ou Vingadores: Endgame como preferir.

É sobre este filmaço que vamos falar e também fazer sérias críticas ao queridinho do público geral. E de já, avisa-se: Este post contém spoiler. Se você ainda vai assistir Vingadores Ultimato, é melhor nem continuar a ler este link. Mas se já assistiu o filme completo, está de boa. Segue em frente!


A crítica ao filme começa pela história por si só. Todos sabemos que Vingadores: Ultimato marca o fim de uma era na história de vários heróis da Marvel que tem ganhado filmes ao longo de 10 anos. E como um bom final feliz, o filme dá a todos as 'fanbases heroiquescas' suas devidas finalizações. Só que o raso desenrolar do enredo feito acaba fazendo que muitos perdendo valores na grandiosidade do universo compartilhado que foi criado durante anos para diferentes histórias dos heróis.

Todos os heróis da Marvel estão ali para derrotar o Thanos e cada um tem seu objetivo pessoal para conseguir isto. Eles se unem e trabalham em equipe para obter o sucesso. Até aí, tudo bem! O momento começa a complicar quando o explicar da história em si de Vingadores: Ultimato encontram respostas bobas para dar sequência lógica para o fim do Vingadores: Guerra Infinita em resoluções rasas. Quais estas respostas que vieram com péssimos desenvolvimentos?

Péssimo uso da Capitã Marvel

Capitã Marvel veio do espaço para ajudar a derrotar o Thanos e o próprio filme dela criou uma grande expectativa de que seria uma batalha épica e na hora, o primeiro momento do filme nos entrega uma explicação boba de que ele foi viver a vida dele num planeta qualquer e que ele destruiu as joias do infinito para que o universo mantivesse um equilíbrio e tals... Tipo, what?

Como assim Vingadores: Guerra Infinita tem metade dos seres vivos do universo mortos por um vilão que queria ser um fodão e depois que ele consegue, tudo fica chato e ele vai ser nada com coisa nenhuma num planeta qualquer? Por mais que a explicação seja poética, não foi nada épico ou heroico como deveria estar em consonância com o filme.

Daí, voltando a Capitã Marvel... Qual se torna o papel dela mesmo no que seria o fim da história do Vingadores: Guerra Infinita? Só voar para não sei onde e descobrir onde o Thanos está vivendo e levar os vingadores para lá. Ou seja, não exigiu muito dela pra isso. Pra que então criar tanta expectativa de uma heroína fodona se ela nem sequer mostraria os seus poderes?

Explicação da máquina do tempo

Por sorte, Vingadores: Ultimado tem esse plot twist de encontrar uma nova solução para recuperar os heróis perdidos que foram mortos pelo Thanos num estalar de dedos, mas o desenvolvimento também é farjuto e qualquer criança pensaria nisto em menos de 30 minutos de conversa e eles passaram quase mais de cinco anos para pensar que poderia ser possível criar uma máquina para voltar no tempo.

Será que foi preguiça de pensar numa forma de os vingadores que não morreram no estalar de dedos do Thanos conseguir derrotá-lo usando as manopla com as joias do infinito? Vou acreditar que não e pensar que essa solução para trazer de volta os heróis da Marvel partiu de um brainstorm de nerds fanáticos em uma grande convenção de fãs. E simplesmente aceitar, por que foi um dia legal e nostálgico que motivou a direção do filme a escolher o resultado final que temos hoje.

Importância do Homem-Formiga

A sacada do Homem-Formiga preso no universo quântico retornar para a realidade após um rato pisar de maneira certa numa sequência de botões fazendo um computador quase que destruído por completo trazer de volta ao tamanho normal foi algo que desce rasgando na garganta.

Após isto, ele tem toda a ideia de ir no reino quântico e criar uma máquina do tempo que conseguiria voltar atrás e mudar a história toda que dá continuidade a história do seu filme isolado, então todos bolam este plano e executam se tornando vários homens-formigas voltando no tempo cada um com uma missão.

O que não ficou claro neste momento foi qual a importância de todos virarem formigas? A máquina construída não era grande o suficiente para cada um ir em seu uniforme? O que faz deles viajantes do tempo é o fato de eles ter um equipamento tecnológico com recursos avançados e não os super poderes do homem-formiga, que por sinal, nem são tão patológicos assim. Tem mais recurso tecnológico do que propriamente algo que é do corpo dele mesmo. Neste caso, Tony Stark poderia ter feito algo bem pessoal pra cada um. Enfim... próxima questão!

Retorno de Tony Stark

Tony Stark que estava há anos vivendo uma vida normal com sua família, receber os seus amigos heróis (aqueles que ele ainda estava ressentido por ter fracassado contra a batalha com Thanos e que o deixou morrer no espaço durante sei lá, quanto tempo) e ser convencido por eles quase que instantaneamente, mesmo ele tivesse negado com veemência de que não ajudaria a correr risco de tudo dar merda de novo, mesmo sabendo que existiria uma possibilidade.

Ainda nele... Tony Stark que estava vivendo praticamente uma vida pacata sem tecnologia, simplesmente conversar com a Sexta-Feira e rapidamente criarem uma super máquina do tempo e do protótipo de uma ideia terem a certeza de que funcionará perfeitamente na realidade.

Neste caso, não podemos nem duvidar da geniosidade e inteligência do personagem e dos recursos tecnológicos do universo em que eles vivem, mas a narrativa para nós, telespectadores, poderia ser algo mais complexo. Nem precisávamos ver como ele conseguiu dizendo quase que palavras mágicas para um computador de ponta. Poderia ser só uma elipse que entenderíamos que ele se preparou, trabalhou duro e voltou com sede de vitória.

3 horas de filme

Quando soubemos que Vingadores Ultimato teria 3 horas de filme, imaginamos que elas seriam perfeitamente aproveitadas. Por que afinal, estamos falando de um mega investimento de Hollywood e que cada segundo vale mais do que um reles mortal ganharia por mês. Mas não... o filme perdeu muito tempo em conversa fiada e ressentimentos dos personagens.

A primeira hora do filme Vingadores Ultimato parece mais uma ressaca do último filme: Vingadores Guerra Infinita. Ele demora engatar por que dá-se todo o espaço para que a gente sinta na pele a dor dos personagens, carregue com eles o luto pela morte dos demais, crie esperança no mesmo tempo e reacenda o fogo de uma nova tentativa e corra em rumo da explosão que será a grande batalha contra o Thanos. 

Nada disso é errado de ter no filme! O errado foi a forma como as coisas aconteceram... Era muito drama particular para ser sentido! Tinha o fracasso do Capitão América, a tristeza da perda da família do Gavião Arqueiro, o drama da Viúva Negra em assumir a responsabilidade pelos Vingadores, entre outros. Como qualquer um, temos nossos personagens preferidos, mas a grande maioria gosta de todos. Então esse intuito de emocionar muito, ficou meio confuso.

Morte da Viúva Negra

Por falar em emoção de verdade, muitos ficaram de luto ao ver e/ou descobrir que a Viúva Negra morre no filme Vingadores Ultimato. De fato é uma dor muito grande a perda da agente Natasha Romanoff, mas não precisava ser logo ela. Tinham tantos personagens secundários e terciários... mas é de se entender a ideia da Marvel, visto que o filme da Viúva Negra vem aí.

O que não dá pra aceitar é que exista uma lei universal em relação às joias do infinito que diz que ela se sacrificou por uma magia inversível e daqui há alguns filmes, ela retorne com a cara mais limpa de que existia uma possibilidade: criar uma máquina do tempo que vai no reino quântico mágico.

Não dá é pra acreditar que de fato ela tenha morrido para a história dos Vingadores, mas enfim, vamos aguardar a volta da agente especial no seu spin-off que com certeza será um grande sucesso.

Mau uso dos personagens

Não dá pra aceitar que em 3h de filme Vingadores Ultimato não tenha conseguido usar corretamente a quantidade de personagens que tem. A primeira a ser comentada neste post foi a Capitã Marvel, que tinha se criado uma expectativa e na hora H pouco vimos ela em batalha. Ela voou aqui, deu uns murros aqui e ali no Thanos, mas nada muito excepcional como estamos costumados a ver.

O guardião da galáxia Peter Quill quase não apareceu em cena também. Dá pra contar menos que 10 cenas e somente em uma vimos ele sendo ele mesmo.

Pantera Negra correu aqui e ali com a manopla do Thanos, fez um carão aqui e ali e só. Tivemos pouco desenvolvimento do herói de Wakanda em cena.

Thor passou a maior parte das cenas fazendo uma comédia pastelão e não tivemos o herói sério e responsável que faz parte de quem ele é. Essa ideia de deixar Thor mais humorado não foi bem recebida em Thor Ragnarok e mesmo assim, os diretores estão insistindo em desconstruir o personagem. Será que vão conseguir?

A Feiticeira Escarlate por sua vez teve o que todos os outros heróis mereciam: um momento para mostrar o quanto é poderosa ao lutar contra Thanos, ainda que a força entre eles fosse desleal. Mas pelo menos vimos que ela uso o máximo que tinha e tivemos cenas impressionantes de sua ação em campo de batalha.

O queridinho do Stan Lee ganhou mais destaque pela emoção em reencontrar Tony Stark do que propriamente para mostrar suas habilidades de Homem-Aranha. No máximo ele só fugiu como pode, usando os recursos que tinham na hora.

A guerra contra Thanos

A grandiosidade apocalíptica criada para a guerra contra o Thanos necessitava que tivessem todos os povos do universo para batalhar pela vida. Isso não está errado! O problema foi a falta de tempo para mostrar cada herói dar o melhor de si.

O que tivemos foi só o que cada um pode fazer quando precisa fugir. Por um momento, dava até para pensar que eles estavam jogando futebol americano: a manopla era bola e cada um estava correndo para o outro lado do campo para fazer um ponto.

Feminismo 

Cada vez mais na moda, o feminismo no filme Vingadores Ultimato também se fez presente. Em um momento bem épico e exclusivo, tivemos a cena das heroínas da Marvel juntas contra Thanos. Nada contra o feminismo, mas já está virando clichê cenas assim.

A presença e importância de grandes mulheres como a Capitã Marvel, Viúva Negra, a Vespa, Feiticeira Escarlate, Gamorra entre outras já tem representatividade suficiente para entendermos que existem mulheres fortes e que elas merecem estar e ir onde quiserem.

Força do Thanos

Por fim, temos que falar sobre a força do Thanos, que no filme Vingadores Guerra Infinita recebeu críticas por não demonstrar o seu verdadeiro poder e neste Vingadores Ultimato conseguimos o ver em cena, na grande batalha, porém... ainda de forma mais passiva.

Thanos lutou contra os heróis da Marvel aqui e ali, mas o que o personagem queria mesmo era pegar a tal da manopla com as joias do infinito. A preocupação dele era só pegar a bendita da manopla pra estalar os dedos e matar todo mundo. Faltou um pouco de feeling de vilão nele para encarar os inimigos com força brutal. Mas enfim...

Feitas todas estas considerações, é lamentável pontuar Vingadores Ultimato com uma nota máxima. O filme é excelente, isso é inegável, mas deixou muitas coisas a desejar. Então com uma dor no coração, ficaremos com a seguinte pontuação pro filme.

Nota: 7,5